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Dante Della Manna . São Paulo, SP . 2011

Projeto de Dante Della Manna reorganiza espaços de edifício de 8 mil m², em São Paulo, para receber a empresa farmacêutica Bristol Myers Squibb

Por Silvana Maria Rosso Fotos Daniel Ducci
Edição 220 - Julho/2012

Projeto reorganiza espaços de edifício de 8 mil m² para receber administrativo e laboratórios de empresa farmacêutica

Reconhecida como uma das empresas mais sustentáveis do mundo, a Bristol Myers Squibb, que desde 2009, além de pesquisas, dedica-se à biofarmacêutica - campo de estudo de medicamentos produzidos pela biotecnologia - passou a Dante Della Manna Arquitetura a missão de adequar o edifício de 8 mil m² na Chácara Santo Antônio, em São Paulo, para a relocação de sua sede administrativa com 400 funcionários, antes instalada junto à fábrica em Santo Amaro.

Em cinco pavimentos, o edifício com arquitetura curvilínea teve o térreo e a entrada reformulados. O projeto tirou partido do vão deixado pelos pilotis originais da arquitetura, transformando-o em espaços de estar e convivência, onde o ponto alto são os dois espelhos d'água com decks, mobiliados com cadeiras de design e mesinhas coloridas. "A área que antes era apenas passagem passou a ser usada pelos funcionários e para eventos ao ar livre", ressalta o arquiteto Dante Della Manna.

Para concretizar o novo espaço, o projeto previu a instalação de piso elevado em toda a entrada, deixando os desníveis para os espelhos d'água, de modo a manter o piso existente embaixo. O apelo ecológico ficou por conta do deck de madeira plástica, que além de reciclável elimina o custo de manutenção.

Outro destaque do térreo é o fechamento de vidro, que trouxe maior transparência e luminosidade para a recepção. Revestido de marmoglass, o ambiente transmite a quem chega a assepsia desejada em laboratórios. E o toque tecnológico advém da iluminação e da programação visual que recebe os visitantes com o desenho de uma estrutura nucleica.

O sucesso da relocação de toda a sede administrativa da empresa para novo edifício deu-se graças ao planejamento da distribuição das equipes no prédio, conforme os fluxos de proximidade entre as áreas, garantindo a dinâmica do trabalho. Como a Bristol Myers Squibb é estruturada em Business Units (setores especializados, como cardio, virologia, diabetes etc.), a ocupação no prédio, de acordo com Della Manna, ocorreu de modo que as unidades ficassem sempre próximas às áreas de apoio.

Desta forma, o projeto localizou os laboratórios no térreo e no primeiro pavimento, fechados com vidro e projetados por empresa especializada. A proposta alterou os halls de elevadores originais para ceder mais espaço para a área de trabalho. Aproveitando a luz natural das janelas e em torno do core do edifício (onde além de serviços e circulação estão shafts por onde passa a nova infraestrutura), o projeto distribuiu os departamentos em núcleos segmentados por biombos baixos, em escritórios individuais, encerrados por divisórias abertas de vidro. As salas fechadas têm divisórias piso-teto em contraplacados revestidos de laminado e com tratamento acústico, em áreas que a privacidade se faz necessária, como as salas de reunião que deveriam atender aos requisitos internacionais de eficiência da empresa. Esses espaços também receberam estrutura para multimídia.

No último pavimento, Della Manna situou o restaurante que atende toda a empresa, além de uma área de descompressão para os momentos de descanso dos funcionários. O projeto já prevê áreas de ampliações futuras, assim como pequenos jardins.

Os ambientes, predominantemente claros, são pincelados por cores, que também funcionam como segmentação das áreas, sempre remetendo à coloração usada para representar as partes das estruturas nucleicas - que foram inspiração para diferenciar o design dos halls de elevadores e enfatizar a vocação da empresa para a biofarma. Adesivos aplicados nas paredes divisórias, em tonalidades diferentes, caracterizam e identificam cada pavimento. Para valorizar a comunicação visual, Della Manna idealizou a iluminação linear, implantada em rasgos no gesso, recurso também adotado nas áreas de convivência do térreo. No restaurante, a solução de luminotécnica foram as telas difusoras de luz que compensam a falta de iluminação natural e geram um ambiente agradável.

REFORMULATED DNA
Bristol Myers Squibb dedicates itself, since 2009, to biopharmaceuticals, in addition to research - a field of studies of medications produced by biotechnology. And it awarded Dante Della Manna Arquitetura the mission of preparing its 8 thousand m² building to relocate its administrative headquarters with 400 employees. With five floors, the curved architecture building had its ground floor and entrance reformulated. The project took advantage of the void left by the original pilotis of its architecture, transforming it in living and conviviality spaces, in which the highlights are the water mirrors with a deck. "The area that was once only a passage, began to be used by employees and open air events", emphasizes Dante Della Manna. The successful relocation of the entire company administrative headquarters to the new building was a result of planning the distribution of teams throughout the building, according to the proximity flows between the areas, guaranteeing good work dynamics. Because Bristol Myers Squibb is structured in Business Units (specialized sectors, such as cardio, virology, diabetes and others), the occupation of the building, according to Della Manna, occurred in such a way that the units are always near the support areas.



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