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Especial interiores corporativos

Por: Juliana Nakamura
Edição 246 - Setembro/2014

Iluminação

Para permitir a realização de diversas atividades em um único ambiente, o projeto de iluminação tornou-se mais complexo nos ambientes corporativos atuais. Já não basta atender aos índices mínimos de iluminância indicados nas normas. Além de iluminar com eficiência, sem sombras ou ofuscamentos que dificultem a execução das tarefas, a luz vem sendo utilizada de modo cênico e como recurso para integrar ambientes e valorizar a arquitetura. "A tendência é que os projetos de iluminação busquem mais economia. Por outro lado, cada vez mais, o conforto visual e certo refinamento são necessários", diz o arquiteto Antonio Mantovani Neto, sócio do escritório Dante Della Manna.

Cada ambiente deve ser trabalhado considerando fatores como a incidência de luz natural, a altura do pé-direito, os revestimentos e o mobiliário presentes no local. "Ambientes onde serão exibidos vídeos necessitam de luz amena, já o espaço do café pode ter uma iluminação mais criativa e vibrante", exemplifica a lighting designer Maitê Orsi.

Um conceito cada vez mais em voga é a iluminação dinâmica, que procura reproduzir uma ambiência mais natural e permite que as pessoas controlem a iluminação de acordo com suas preferências. Para auxiliar nessa empreitada, há soluções como dimerizadores inteligentes e controles individuais de luminárias. Já para atender a necessidade de conservação de energia, há as fontes de luz eletrônicas, especialmente os diodos emissores de luz (leds), bem como os controles de iluminação específicos para áreas sem movimento constante.

"Cada vez mais exigidos, os projetos de luminotécnica para espaços corporativos precisam conciliar economia, conforto visual e refinamento"
Antonio Mantovani Neto, sócio do escritório Dante Della Manna

Divisórias

Nos projetos de espaços corporativos, as divisórias piso-teto tornaram-se determinantes quando se busca a integração visual dos espaços, sem comprometer a privacidade e o conforto acústico. "Levar em conta detalhes como a funcionalidade da sala e necessidade de privacidade (visual e/ou acústica) é essencial na hora de especificação", diz a arquiteta Bianca da Hora. Para salas de reuniões e aplicações que requerem maior isolamento acústico, por exemplo, é indicada a divisória com vidro duplo com câmara de ar no meio.

Porém, outro fator a ser considerado é o tempo de utilização do ambiente. Dependendo do caso, outros materiais que não o vidro podem ser os mais apropriados. "Caso o tempo de uso seja prolongado, pode-se optar por divisórias fixas ou painéis de gesso que, em geral, custam menos", destaca a arquiteta Heloisa Dabus.

A indústria oferece um leque de opções que vai dos modelos em perfis de alumínio, com vidros laminados, duplos, coloridos e persianas embutidas, às divisórias emolduradas com lâminas de madeira. Entre os desenvolvimentos recentes, ainda pouco empregados em função do custo, estão a divisória com vidros serigrafados, que funciona com flip chart para anotações em reuniões, e o modelo com privacy glass, vidro laminado com filme de cristal líquido que fica translúcido após acionamento eletrônico.

"As divisórias de vidro duplo são cada vez mais utilizadas porque permitem fechar e dar privacidade, sem comprometer a integração visual"
Bianca da Hora, arquiteta

Mobiliário

Ergonomia e flexibilidade para a composição de layout são duas das principais exigências do mobiliário de escritórios. Para atender às necessidades atuais de alta densidade de ocupação associada à mobilidade, as estações de trabalho ganharam ajustes à altura dos usuários, que podem trabalhar ora em pé, ora sentados. Para cadeiras, destacam-se duas linhas de desenvolvimentos. "Uma delas são os modelos que se adaptam ao corpo do usuário e oferecem liberdade de movimento", conta a arquiteta Pierina Piemonte. Além disso, a necessidade de reduzir custos é um indutor do desenvolvimento de materiais novos: poliamida, polipropileno, telas, policerâmicos, polímeros de alta resistência são alguns materiais presentes nos escritórios, sobretudo em cadeiras.

O arquiteto Antonio Mantovani Neto destaca que a especificação do mobiliário corporativo precisa estar bem sincronizada com as rotinas de trabalho da empresa. Também precisa corresponder a critérios como resistência, conforto do material, altura e certificação.

Uma tendência detectada em empresas de diferentes setores da economia é a redução do número de mesas dos usuários e a criação de ambientes multiusos, que servem tanto para reuniões informais quanto para postos rotativos. Além disso, já vêm sendo criadas estações plug-and-play, nas quais não há um lugar fixo para cada funcionário.

"O mobiliário é chave para tornar um escritório mais acolhedor. A tendência aponta para soluções que se adaptem ao usuário e possibilitem múltiplas formas de utilização, seja em pé ou sentado"
Pierina Piemonte, sócia do escritório Leonetti Piemonte Arquitetura

 

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