Richard Meier no Rio de Janeiro: conheça o Leblon Offices | aU - Arquitetura e Urbanismo

Edifícios

Richard Meier . Rio de Janeiro, RJ . 2011/2015

Richard Meier no Rio de Janeiro: conheça o Leblon Offices

POR FRANCESCO PERROTTA-BOSCH FOTOS ROLAND HALBE
Edição 268 - Julho/2016

No Leblon Offices, a implantação contém uma especificidade passível de ser notada ainda quando se está na avenida Bartolomeu Mitre: o recuo de sua fachada em 5,5 m tanto é resposta a uma necessidade imposta pela legislação quanto é um modo como o arquiteto sutilmente destaca seu projeto dos banais edifícios adjacentes. Recuar também é um ajuste do ângulo de visão do pedestre, afinal tal ato contém a intenção de que a frente do prédio seja melhor admirada por quem está na calçada. E não se está em frente de qualquer fachada. Reconhece-se ali a assinatura pessoal de Richard Meier.

Revemos os elementos que compõem um vocabulário pessoal do arquiteto. A fachada é regulada por uma espécie de jogo neoplasticista: tal como em Mondrian, há uma composição de linhas horizontais e verticais. A horizontalidade é marcada por fixos perfis de alumínio anodizados na cor branca (brises), por uma curta marquise entre o primeiro e segundo andares, e por passarelas técnicas que podem passar despercebidas já que são compostas de elementos delgados. Ou seja, as linhas horizontais são eminentemente os elementos extrudados do plano da fachada - obviamente, eles também cumprem uma função de conforto ambiental ao protegerem os espaços internos dos raios solares das tardes cariocas. Por sua vez, a verticalidade é determinada, principalmente, pela caixilharia que estrutura o vidro do plano frontal - um ritmo variável de acordo com o distanciamento entre os perfis verticais brancos.

Em corte, observa-se que o edifício tem dez pavimentos. Os três andares no subsolo são destinados a salas técnicas e ao estacionamento - os carros são ali guardados unicamente por meio de elevador. No térreo, destaca- -se o hall de acesso em pé-direito duplo e, por todos os lados, vidro que ali mais opera na reflexão do que na transparência propriamente dita. Após passarmos as catracas automáticas, viramos à direita e temos uma sala de espera, envolta por salas de reunião e com uma escultórica escada em espiral ao fundo, a qual dá acesso ao primeiro pavimento também fragmentado por paredes de drywall e divisórias de vidro laminado dando forma a outras várias salas.

Conteúdo exclusivo para assinantes da revista aU - Arquitetura e Urbanismo

Outras opções



Destaques da Loja Pini
Aplicativos