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Ano de 2017 trará norma de esquadrias revisada, selo de eficiência e um novo programa setorial de qualidade para produtos de PVC

POR: GIOVANNY GEROLLA FOTOS: MARCELO SCANDAROLI
Edição 271 - Outubro/2016

 

Projetada para um casal de publicitários de Campinas (SP), a Casa do Cafezal, ao lado, mostra espaços com jardins envidraçados, que envolvem ambientes sociais internos. 'Nosso desejo era que fosse o mais transparente, portanto, envidraçado possível', explica o arquiteto Fernando Forte, do escritório FGMF. A continuidade entre exterior e interiores deveria contrastar com o forro de madeira, mais escuro. Foram as esquadrias de alumínio, para portas de correr frontais, que materializaram a ideia. Primeiro, adotaram-se perfis superiores e inferiores finíssimos. As folhas de vidro fixas, laterais, se unem em quinas seladas apenas por silicone, para vedação. Já as folhas que correm foram desenvolvidas em esquadros de alumínio tratados por anodização, para a cor inox (Olga Color). Assim, jardins que começam fora da casa continuam dentro dela, gerando ilusão sobre os limites da residência - integração e amplitude, em relação ao seu entorno.

A norma de esquadrias (ABNT NBR 10.821) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está sendo revisada. A consulta nacional foi encerrada em agosto, e o novo texto deverá ser publicado até o início de 2017. 'A novidade é que ela traz as partes IV e V, antes inexistentes, que tratarão especificamente dos desempenhos acústico e térmico das esquadrias', conta a engenheira Michele Gleice da Silva, integrante do comitê responsável na ABNT, e diretora técnica do Instituto Tecnológico da Construção Civil (Itec).

O novo texto deverá classificar níveis de desempenho para cada produto, na mesma linha do que já ocorre com os eletrodomésticos (eficiência energética). A ideia é indicar a melhor classe de esquadria para cada necessidade térmica ou acústica. 'A parte IV propõe um selo, a exemplo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que estará presente na esquadria até a entrega ao consumidor. É importante que cliente e arquiteto conheçam o nível de desempenho de cada produto, para melhor aplicá-lo, e com maior economia', justifica.

A proposta de alteração atende não só ao prazo previsto para atualização da norma de esquadrias - publicada pela última vez em 2011 -, como vem na esteira dos requisitos trazidos pela nova norma de desempenho das habitações (ABNT NBR 15.575), que conglomera requisitos dos diversos materiais, elementos e sistemas construtivos que compõem as edificações. 'Sempre que se refere a esquadrias, a NBR 15.575 remete à NBR 10.821, exigindo sua consulta, e que sejam feitos os ensaios nela previstos', diz a engenheira do ITEC.

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