James Delaney, diretor da BlockWorks, fala sobre como o lado lúdico e colaborativo dos games pode ser um caminho para a inovação arquitetônica | aU - Arquitetura e Urbanismo

Entrevista

James Delaney, diretor da BlockWorks, fala sobre como o lado lúdico e colaborativo dos games pode ser um caminho para a inovação arquitetônica

POR VICTOR SARDENBERG RETRATO DIVULGAÇÃO
Edição 271 - Outubro/2016
Divulgação

Videogames já são parte da infância, adolescência e até maturidade de algumas gerações. Mas, quando olhamos para os jogos eletrônicos do ponto de vista arquitetônico, a interface ainda é novidade. Nas últimas décadas, diversos projetistas têm trabalhado para companhias de jogos para desenvolver mapas, edifícios e cidades onde as narrativas dos jogos se passam. O que era uma via de mão única está se transformando em via de mão dupla, com games cada vez mais usados como ferramentas de design e para a produção de espaços da vida real.

O trabalho do escritório internacional BlockWorks é um exemplo de como games podem se voltar à arquitetura e influenciá-la. Baseada em Londres, a empresa participa de projetos em vários países operando no ambiente virtual. Sua especialidade é o Minecraft, game em que o jogador pode se mover livremente e cujas paisagens, objetos e edificações são construídos a partir do uso de blocos. É uma espécie de Lego digital, com a vantagem de que é possível construir de dentro para fora, enriquecendo o projeto a partir de diferentes perspectivas.

Apenas especialistas em Minecraft compõem a equipe de cerca de 40 profissionais do BlockWorks, fundado em 2012 por um então estudante de Ensino Médio, James Delaney, hoje com 20 anos. Ao terminar o colégio, ele ingressou na Trinity College de Londres, para estudar piano, e na Universidade Cambridge, para cursar Arquitetura, que deve concluir em 2019.

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