Projeto tira proveito do sol e do vento abundantes da região para criar residência em que variações de pés direitos e elementos vazados proporcionam o máximo de conforto ambiental | aU - Arquitetura e Urbanismo

Residencial

Arquitetos Associados. Natal, RN. 2012/2016

Projeto tira proveito do sol e do vento abundantes da região para criar residência em que variações de pés direitos e elementos vazados proporcionam o máximo de conforto ambiental

POR: FABIO DE PAULA FOTOS: JOANA FRANÇA
Edição 271 - Outubro/2016

O jogo de cores da fachada é, à primeira vista, o aspecto mais marcante do projeto do escritório Arquitetos Associados para a Casa KS, em Vila dos Lagos, Natal. Feita de tijolos aparentes e elementos vazados, a face principal da residência responde às diferentes intensidades de luz. Em tom terracota, de dia ela se ilumina pela claridade do sol e à noite pela luz artificial que perpassa os nichos do interior para o exterior, criando uma espécie de brilho que envolve o robusto bloco da residência.

'O terreno está situado em um condomínio fechado, em uma cidade de clima quente, úmido e com ventos constantes', explica Paula Zasnicoff, sócia-titular do Arquitetos Associados. Pois são esses os fatores que determinaram o partido do projeto. Por um lado, os clientes apresentaram o desejo de preservar sua privacidade; por outro, os arquitetos consideraram as características regionais para atender às necessidades de conforto térmico tirando máximo de proveito da iluminação e ventilação naturais. Dessa forma, a residência nasce de um subsolo semiaberto e cresce praticamente fechada para os exteriores. Há, porém, um imenso vão interno que cruza os três pavimentos da casa. O resultado é um lar com grande variedade de pés-direitos pelos quais a luz do sol e o abundante vento local circulam livremente.

Os limites da legislação do condomínio em questão também foram explorados. A casa atende a um recuo mínimo de 5 m em sua face frontal, de 4 m no limite posterior e de 2 m nas laterais, além da altura máxima de 7,5 m. O resultado é um bloco com garagem e ateliês de trabalho no subsolo, ambientes sociais no pavimento térreo semielevado e área íntima no piso superior. 'O volume projetado explora os parâmetros que regulamentam as construções do condomínio. Já o partido adotado cria o maior volume construído possível dentro destes parâmetros, visando preenchê-lo com ar e utilizar o vento para aumentar o conforto térmico interno', afirma Paula. 'Criou-se, ainda, na parte mais alta da casa, uma faixa de circulação de ar permanente e janelas junto ao chão, proporcionando o efeito chaminé', completa a arquiteta.

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