Ao criar a nova sede do Instituto Brincante em São Paulo, Bernardes Arquitetura opta por um edifício aberto à circulação e à rua | aU - Arquitetura e Urbanismo

Edifícios

Bernardes Arquitetura. São Paulo, SP. 2015-2016

Ao criar a nova sede do Instituto Brincante em São Paulo, Bernardes Arquitetura opta por um edifício aberto à circulação e à rua

POR: CARINE SAVIETTO FOTOS: LEONARDO FINOTTI
Edição 273 - Dezembro/2016

Não é de hoje que o Instituto Brincante promove o conhecimento e a assimilação da riqueza cultural brasileira: lá se vão quase 25 anos desde que o casal de artistas Antonio Nóbrega e Rosane Almeida ocupou, com seu teatro-escola, um antigo galpão industrial no coração da Vila Madalena. O risco de ter que deixar a região - tradicionalmente ligada a manifestações artísticas e culturais - veio em 2014, quando o proprietário do imóvel alugado solicitou sua desocupação: o terreno seria vendido a uma construtora. Depois de pleitear na justiça o direito pela permanência e, ainda, levantar um importante debate sobre os edifícios que pouco a pouco tomam nossas cidades, o instituto se viu obrigado a abandonar o endereço.

Começou, então, um novo capítulo nessa história: o da reinvenção. Com o objetivo de arrecadar recursos para a criação de um novo espaço a poucos metros do anterior, foi lançada a campanha #FicaBrincante. Parte da verba veio do Instituto Alana, grande apoiador da causa; outra, do público, captada por meio do site de financiamento coletivo Catarse. O projeto foi assinado e doado pelo escritório Bernardes Arquitetura, que também mobilizou novos parceiros: boa parte das empresas, profissionais e fornecedores envolvidos na obra também não cobrou nada ou apenas o preço de custo.

NASCE UM NOVO CENÁRIO
Inaugurada no início de outubro, a sede atual ocupa um terreno de 200 m² - onde antes havia duas casinhas geminadas compradas há alguns anos por Nóbrega e Rosane - e conta com auditório para cerca de 80 pessoas, sala de ensaios, local para armazenamento de instrumentos e figurinos, setor administrativo e, ainda, pequenas áreas externas de respiro e convivência.

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