Ampliações e reformas em hospitais pedem obras limpas, rápidas e silenciosas, que interfiram o mínimo possível no ambiente ao redor. No detalhamento do projeto, a facilidade de assepsia e a manutenção, além de um viés humanizado, devem ser levadas em consideração | aU - Arquitetura e Urbanismo

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Ampliações e reformas em hospitais pedem obras limpas, rápidas e silenciosas, que interfiram o mínimo possível no ambiente ao redor. No detalhamento do projeto, a facilidade de assepsia e a manutenção, além de um viés humanizado, devem ser levadas em consideração

Carine Savietto
Edição 278 - Maio/2017

Organismos pulsantes e extremamente dinâmicos, os hospitais pedem constantes intervenções arquitetônicas, seja para que possam acompanhar a evolução das tecnologias médicas e se adaptar a novos procedimentos, seja simplesmente para ampliar a capacidade de atendimento. 'Um hospital nunca vai estar 100% pronto, nem mesmo no dia da inauguração: assim que as atividades tiverem início, as demandas vão aparecer uma atrás da outra', pontua a arquiteta Cássia Cavani, diretora do Cavani Arquitetos.

Apesar do funcionamento constante, um dos maiores desafios da arquitetura hospitalar é o fato de seu ambiente de atuação ser extremamente desfavorável à realização de uma obra: que local poderia ser mais sensível a barulho, sujeira, odores e movimentação excessiva de máquinas e pessoas do que um espaço voltado a cuidados médicos? 'Todas as escolhas de projeto devem visar à menor interferência possível no ambiente', afirma Lauro Miquelin, CEO do L+M, especializado em arquitetura de saúde. 'Realizar uma intervenção em um hospital em funcionamento é como trocar uma turbina com o avião voando', acrescenta.

METODOLOGIA RACIONAL
Reformas precisam ser pensadas em etapas de execução e implantação bastante fracionadas, a fim de interditar um pequeno trecho de cada setor por vez. No caso da reformulação completa de um centro cirúrgico, por exemplo, a estratégia é começar a obra isolando apenas uma sala de operações e, somente quando estiver liberada para o uso, partir para a próxima. O esquema a conta-gotas se justifica por fatores de economia e eficiência, já que diminuir a capacidade de atendimento é sempre mau negócio, tanto para os hospitais privados quanto para os públicos.

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