Carlos Bratke, o legado em vidro e aço do arquiteto da Berrini | aU - Arquitetura e Urbanismo

aU Educação

Documento

Carlos Bratke, o legado em vidro e aço do arquiteto da Berrini

Alexandra Gonsalez
Edição 278 - Maio/2017

O arquiteto e urbanista Carlos Bratke, responsável por criar os contornos futuristas e reluzentes das torres de aço e vidro da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, em São Paulo, morreu em 9 de janeiro de 2017, após um mal súbito. Ele tinha 74 anos e vinha de uma família dedicada à arquitetura. Filho do modernista Oswaldo Bratke (1907-1997), Carlos rompeu com a tradição do concreto e seguiu um estilo completamente distinto do trabalho de seu pai.

Nascido em São Paulo, em 20 de outubro de 1942, formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, em 1967, e fez pós-graduação em Planejamento e Evolução Urbana na Universidade de São Paulo (USP). Atuou como vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) de 1988 a 1989, e como presidente da entidade entre 1992 e 1993. Também foi diretor do Museu da Casa Brasileira (MCB) entre 1992 e 1995 e presidente da Fundação Bienal de São Paulo de 1999 a 2002.

Carlos Bratke iniciou sua carreira ainda nos anos 1960 sob a influência da chamada 'escola paulista de arquitetura', na qual imperava o uso do concreto aparente como forma de expressão de força e equilíbrio das edificações. Nos anos 1970, fez parte da primeira geração de arquitetos de São Paulo a contestar os dogmas da arquitetura moderna. Ele integrava o chamado grupo dos 'não alinhados', formado por Tito Lívio Frascino, Vasco de Mello, Roberto Loeb, Pitanga do Amparo, Eduardo Longo e Artur Navarrete.

Conteúdo exclusivo para assinantes da revista aU - Arquitetura e Urbanismo

Outras opções



Destaques da Loja Pini
Aplicativos