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Análise do projeto dos novos estúdios da Turner em São Paulo, projetado pelo PA3 Arquitetura

Maurício Patrinicola*
Edição 279 - Junho/2017

Embora seja reconhecida como a maior empresa de entretenimento da América Latina, a Turner ainda não tinha um estúdio nem um escritório à altura do sucesso de seus famosos canais, como TNT, Cartoon Network, Space Esporte Interativo, CNN, entre outros. Com a aquisição do canal Esporte Interativo, as instalações em São Paulo ficaram inadequadas para receber os funcionários da empresa, além de faltar um estúdio de televisão muito bem equipado e projetado, onde pudessem produzir, principalmente, o conteúdo do Esporte Interativo, o El, canal nacional com uma programação 100% dedicada ao esporte, sobretudo o futebol, que faz coberturas das mais diversas modalidades e é o transmissor oficial da Champions League. Em 2015, para resolver esses inconvenientes chegou a hora de ocupar três andares de um importante edifício comercial da Vila Olímpia e abrir concorrência para que escritórios de arquitetura especializados em projetos corporativos pudessem conceber os novos espaços, focados em tecnologia e conforto. A empresa selecionada foi a PA3 Arquitetura, capitaneada pelos arquitetos Maurício Patrinicola e Nora de Queiroz, que dedicou o oitavo andar para acomodar os estúdios de televisão, aproveitando o pé-direito duplo, de 8 m e área total de 300 m². No primeiro e segundo andares (1.600 m2) ficaram os escritórios, que não necessitavam de pavimentos muito altos. Antes da elaboração do projeto dos estúdios em São Paulo, o escritório teve a oportunidade de conhecer as instalações do Rio de Janeiro, a fim de compreender a dinâmica das diversas atividades que um estúdio de televisão exige. Há muitas equipes técnicas envolvidas na produção dos programas para que se consiga colocar no ar o conteúdo planejado. Por isso, o projeto de arquitetura deve contemplar todos esses anseios da melhor maneira possível. Após o estudo detalhado das atividades dos ambientes que deveriam ser considerados nas instalações dos novos estúdios na capital paulista, foi possível iniciar os primeiros desenhos de ocupação, e com base nesses estudos os arquitetos puderem definir em conjunto com as áreas técnicas o programa de necessidades dos espaços. Logo no primeiro momento identificou-se que o espaço locado no oitavo andar do prédio seria pequeno para atender às muitas demandas, o que foi o grande desafio do escritório. O estúdio principal de gravação, evidentemente, pediu um maior espaço livre possível e conquistou uma área de 90 m². Já o estúdio menor acomodou as áreas de Locuções, Controle de Produção, Central Técnica, Controle de Sinais, Camarim, Maquiagem, Figurino, Banheiros e áreas técnicas. Contar com uma assessoria experiente na criação de estúdios de televisão, no caso o técnico Adilson Malta, da Virtual Propriets, também foi essencial para assegurar o êxito do resultado. Ele cumpriu o papel importante, que foi o de cuidar da funcionalidade dos ambientes a ser projetados e garantir que equipamentos fossem dispostos de maneira a garantir o melhor desempenho das pessoas, além da especificação de todos os suprimentos técnicos. Trata-se de um projeto estritamente técnico, e a arquitetura precisou dar forma e dimensões sob medida a cada espaço, sem perder de vista todas as premissas e especificações técnicas.

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