Com experiência de quatro décadas na readequação da arquitetura colonial, Renato Tavolaro mostra como intervir - por meio de releitura do patrimônio histórico ou inserção de elementos contemporâneos - de forma coerente | aU - Arquitetura e Urbanismo

Entrevista

Com experiência de quatro décadas na readequação da arquitetura colonial, Renato Tavolaro mostra como intervir - por meio de releitura do patrimônio histórico ou inserção de elementos contemporâneos - de forma coerente

Marília Muylaert
Edição 279 - Junho/2017

Formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie no fim a década de 1970, desde menino Renato Tavolaro se encantou pela estética sui generis do colonial português no Brasil. 'Lembro-me, ainda menino, como me espantava com a grandiosidade da arquitetura durante visitas à fazenda com o meu pai', conta. A carreira iniciada como desenhista, ainda durante a graduação, encontrou caminho na trajetória entre São Paulo e Paraty, celeiro de grande parte da produção de Tavolaro.

Reconhecido pelo estilo e traçado próprios, o arquiteto tem como marca a intervenção consciente, que com maestria vence os desafios da linha tênue da adaptação do colonial aos tempos modernos. O diálogo entre o velho e o novo, para Tavolaro, é primordial. Para isso, avalia com critério o limite da intervenção. A linguagem, a escolha dos materiais e o restauro fiel às origens são alguns dos elementos essenciais à sua arquitetura. Trabalha com a oposição - inserindo elementos completamente 'estranhos' à estética original - e a recuperação fiel da planta original. 'Assim, deixo claro ao observador o que é intervenção e o que é original', explica.

Os desafios ao longo da profícua carreira, que não se resumem apenas ao retrofit, se mostraram desde o início. Recém-formado, foi encarregado de elaborar proposta de adaptação e restauro de um emblemático casarão no centro histórico de Paraty para uma pousada de 45 apartamentos. A Pousada do Ouro, localizada na antiga Rua da Praia, hoje Rua Dr. Pereira, preserva a fachada típica do século 18 e teve êxito na intervenção proposta por Tavolaro.

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