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Como especificar

Com uma variedade cada vez maior, os pisos para espaços corporativos precisam atender a algumas exigências, a fim de simplificar a manutenção e evitar problemas de acústica e desgaste

Confira as orientações de especialistas e veja um raio x com as soluções de quatro projetos bem pensados

Dan Brunini
Edição 280 - Julho/2017

Aspectos como intensidade de circulação de pessoas, rotina de limpeza e perfil da empresa não são os únicos fatores essenciais para acertar na escolha do piso do escritório. 'Em obras corporativas é comum ter uma parte da infraestrutura de dados, elétrica e hidráulica passando pelo piso. Por isso, dependendo do material escolhido, você acaba inviabilizando a manutenção e o acesso a essas infraestruturas', alerta o arquiteto Bruno Moraes. Seguindo essa orientação, vale tomar a decisão certa no início do projeto, por causa dessas interferências, o que ajuda a definir como serão passadas as infraestruturas e onde serão as áreas molhadas, molháveis e secas.

Espaços corporativos requerem flexibilidade, já que a dinâmica de mudança da estrutura da empresa é constante, seja por crescimento, seja por diminuição do número de colaboradores ou mudanças estruturais. 'Nesse caso, o piso escolhido deve levar em conta essa dinâmica', comenta a arquiteta Marcia Sakima, da Ufficcio Arquitetura e Engenharia, que enumerou outros pontos importantes:

 Acústica: materiais com elevado coeficiente de absorção acústica, evitando reverberação de som no ambiente de trabalho.
 Combate a incêndio: as opções de revestimento devem estar dentro das normas especificadas pelo Corpo de Bombeiros, que determinam os índices de resistência ao fogo, emissão de fumaça etc. Muitos condomínios exigem o laudo Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento (CMAR), obrigatório para a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Ele estabelece que condições devem ser atendidas pelos materiais de acabamento e de revestimento utilizado no imóvel, para que, no caso de sinistro de incêndio, esses produtos restrinjam a propagação de fogo e o desenvolvimento de fumaça, atendendo ao previsto na legislação de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do estado de São Paulo.
 Classificação de uso: as versões para espaços corporativos precisam suportar o alto tráfego (classificação 33) e ter capa de uso superior a 0,5 mm.
 Manutenção: vale pensar na conservação e na limpeza descomplicadas do revestimento. É importante que a manutenção seja adequada para a frequência de limpeza do ambiente, de modo a não interferir na funcionalidade do espaço e na rotina dos funcionários. Escritórios mais dinâmicos podem se beneficiar de pisos de limpeza fácil e rápida, como o porcenalato e o vinílico, por exemplo.

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