Habitação social na área central da cidade de São Paulo | aU - Arquitetura e Urbanismo

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Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Elisabete França
Edição 282 - Setembro/2017

FIGURA 1 O MODELO CONTEMPORÂNEO DE USO E OCUPAÇÃO DE ESPAÇOS URBANOS CONTRAPÕE-SE AO SENSO COMUM DA ERA MODERNISTA: A OCUPAÇÃO DO CENTRO PELA POPULAÇÃO É A CHAVE DE SUA REVITALIZAÇÃO

Desde o fim dos anos 1980, o poder público, a sociedade civil e os movimentos de moradia têm se dedicado a estudar e propor novas ideias para as áreas centrais da cidade, na tentativa de reverter o processo de deterioração de um patrimônio construído através de décadas e até de séculos da construção do território urbano.

No Brasil, a adoção do modelo modernista de produzir cidades resultou na implantação de moradias localizadas em bairros distantes da área central e da oferta de empregos. No dia a dia da cidade, o fluxo casa/trabalho/casa obrigou à construção de avenidas expressas, viadutos, passagens em nível, ou seja, toda uma infraestrutura que facilitasse o transporte dos trabalhadores com a rapidez demandada pelas tarefas diárias.

Com o passar dos anos, analisando os resultados do modelo modernista, foi possível observar que a opção adotada não contribuiu para um crescimento adequado das cidades. Ao contrário, elas se espraiaram pelo território, demandando altos investimentos para a implantação da infraestrutura necessária nos novos bairros e para a expansão infindável da rede de transportes públicos. Com isso, deixou no rastro dessa expansão um centro histórico abandonado pelo poder público, à mercê do processo de deterioração e deixando para trás toda uma rede de infraestrutura subutilizada.

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