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Museu do Amanhã é eleito o edifício verde mais inovador no Prêmio MIPIM

Projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava, o museu se destacou pela captação de energia solar e por utilizar água da Baía de Guanabara para o sistema de ar condicionado

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
17/Março/2017

Na última quinta-feira (16), o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, venceu a edição de 2017 do Prêmio Internacional MIPIM (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários, na tradução em português), na categoria Edifício Verde Mais Inovador. A cerimônia aconteceu em Cannes, na França.

Projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava, o museu se destacou, segundo a premiação, por revitalizar a região portuária do Rio de Janeiro, além de utilizar tecnologia de captação de energia solar e da água da Baía de Guanabara para o sistema de ar condicionado. Com esse projeto está prevista uma economia capaz de abastecer cerca de 1,2 mil residências, poupando por ano 9,6 milhões de litros de água e 2.400 megawatts/hora (MWh) de energia elétrica.

Na mesma categoria, concorriam projetos como o edifício residencial 119 Ebury Street, em Londres, na Inglaterra, assinado pelo escritório David Morley Architects; a sede da Siemens Headquarters, em Munique, na Alemanha, de autoria de Henning Larsen Architects; e a fábrica Värtan Bioenergy CHP-plant, desenvolvido pelas empresas U.D. Urban Design AB e Gottlieb Paludan Architects em Estocolmo, na Suécia.

Inaugurado em dezembro de 2015, o projeto conta com uma cobertura branca de 48 peças de aço, que se assemelham a asas e se movimento ao longo do dia, conforme a posição do sol. O telhado possui 338,34 metros de comprimento, 20,85 metros de altura e 3.810 toneladas. Foram instalados 5.492 painéis de células fotovoltaicas, divididos em 24 módulos e capazes de produzir 247,9 MW por ano.

Na construção há escritórios, salas de exposições, restaurante, lojas e espaço para pesquisas e atividades educacionais. As exposições de caráter científico mostram possibilidades para o futuro visando a sustentabilidade proporcionando experiências diversificadas em ambientes audiovisuais e interativos, além de uma vista panorâmica no piso superior.

“Estamos muito felizes por mais este reconhecimento que recebemos. A premiação coroa um esforço constante do Museu do Amanhã em aliar inovação e sustentabilidade. Além de incentivar a discussão sobre assuntos como utilização da energia solar e a recuperação da Baía de Guanabara no nosso dia a dia, a intenção desde o início era incorporar esses temas ao próprio edifício. E o resultado anunciado hoje mostra que estamos no caminho certo“, celebra Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã.

Em 2016, o Museu ganhou o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design ou Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português) que comprova a sustentabilidade do projeto e também prêmio internacional Leading Culture Destinations, na categoria de melhor museu do ano na América Latina.

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