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Projeto do escritório Grifo Arquitetura vence concurso para o habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, no Distrito Federal

Conceito propõe diversidade urbana, com uso misto e incentivo ao uso de espaços públicos

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
13/Fevereiro/2017

O escritório Grifo Arquitetura, de Curitiba, foi o vencedor do concurso público da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) para o trecho 2 do Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, na capital federal. Ao todo 69 propostas foram enviadas. Em outubro de 2016, o projeto de Leandro Sasse foi selecionado para a Quadra 700 dessa mesma região. 

O conceito do escritório paranaense baseia-se na diversidade urbana, evitando a monotonia a partir do uso misto. Assim, a proposta dilui os limites privados e incentiva o uso de espaços públicos, promovendo encontro e identidade local.

Do ponto de vista técnico, o projeto busca economia, rapidez e facilidade da técnica de execução. O comércio é voltado às vias com estacionamento e o acesso privativo aos núcleos residenciais. Eixos transversais de conexão urbana com calçadões para pedestres perpassam os conjuntos, o que cria uma melhor conexão entre a área.

As praças estão alocadas nos núcleos residenciais, em áreas menos movimentadas. Isso ajuda, segundo os arquitetos, a criar o eixo verde, mais arborizado, tranquilo e menos denso. As vias mais amplas de circulação e estacionamentos, por sua vez, estão dispostos nas áreas comerciais, com vias alternativas de conexão, que ligam os eixos comerciais aos núcleos residenciais e as praças.

Os espaços comerciais abrem-se para a avenida, com espaço público dinâmico e fachadas ativas, recuadas 2,3 metros em relação ao alinhamento predial, o que cria uma espécie de galeria de conforto aos pedestres.

Em segundo lugar, ficou o arquiteto Felipe Guimarães Pinheiro, do Rio de Janeiro (RJ), e em terceiro, a arquiteta Daniela Cristina Vianna Getlinger, de São Paulo (SP). Receberam menções honrosas os profissionais André Procópio e Hector Ernesto Vigliecca Gani, ambos de São Paulo (SP).

O júri foi formado por representantes da Codhab-DF, Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Conselho de Arquitetos e Urbanistas (CAU), Secretaria de Estado de Gestão do Território e Habitação (SEGETH) e um arquiteto contratado por meio do Edital de Concorrência 01/2016 promovido pela companhia. Eles consideraram aspectos como conceito e inovação; adequação às normas; clareza; sustentabilidade socioambiental; contextualização urbana; acessibilidade, inclusão e adequação social; e aspectos plásticos, éticos e estéticos.

As premiações foram de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil para os três primeiros lugares, além dos diplomas específicos às menções honrosas. O ganhador, por sua vez, também terá um contrato para a elaboração dos projetos executivos e complementares estimado em R$ 1.885.609,77.